Edisp: resistir ao desmonte, cobrar transparência da empresa

Os trabalhadores do prédio administrativo da Petrobrás, na avenida Paulista (Edisp), foram ao trabalho na segunda-feira com a notícia de que a empresa irá fechar a sede e realocar os cerca de 800 funcionários.

Diante de mais essa pancada na cabeça dos trabalhadores, e da falta de transparência da empresa em comunicar e negociar com os empregados, o Sindicato realizou, na tarde do dia 20, uma assembleia que contou com a participação de 130 trabalhadores. Além de diretores do Unificado das três regionais, estavam presentes o coordenador geral da entidade, Juliano Deptula, Roni Barbosa, petroleiro dirigente da CUT Nacional e Danilo Silva, conselheiro eleito pelos trabalhadores para o Conselho de Administração.

A tônica das conversas e relatos foi de indignação diante da falta de informações. Danilo colocou o mandato do CA à disposição da luta dos trabalhadores do Edisp e informou que na próxima semana irá conversar com a direção da empresa para ter mais informações sobre o processo. “Temos de estar todos unidos nesse momento, essa é mais uma arbitrariedade da empresa, realocar centenas de famílias sem conversar, sem esclarecer nada”, afirmou.

Ao final da assembleia ficou deliberado que o Sindicato irá cobrar da Petrobrás o estudo de viabilidade da proposta. “Dizem que a transferência para o Rio de Janeiro visa a economizar dinheiro, deixando de pagar o aluguel da sede do Edisp, queremos ver e avaliar com os trabalhadores se não existem outras opções de imóveis em São Paulo, que possam atender às necessidades da Petrobrás sem prejudicar as pessoas, que terão de mudar filhos de escola, se a mulher ou o marido trabalhar em outro local, como vão fazer, largar o emprego?”, questiona o coordenador da Regional São Paulo, Felipe Gruba.

Por unanimidade, os trabalhadores presentes à reunião votaram contra a transferência para o Rio de Janeiro. “Foi aprovada a formação de uma comissão de acompanhamento, com representação de trabalhadores das áreas, para obter mais informações e organizar junto com o Sindicato a resistência”, informou Alexandre Castilho, diretor do Unificado.

A direção do Sindicato protocolou junto ao gerente geral do Edise um pedido de reunião para o próximo dia 25 para tratar dessa questão. “Estamos aguardando a resposta”, disse Castilho.