Diretoria do Sindipetro Unificado toma posse em Campinas (SP)

Evento político marcou a posse dos petroleiros que passam a compor a direção do sindicato no próximo triênio 

Posse nova diretoria
O evento político marca o início do mandato de 102 petroleiros – 60 compõem a direção geral, 36 o Departamento de Aposentados (Daesp) e 6 o Conselho Fiscal (Foto: Guilherme Weimann/Sindipetro Unificado)

Por Vítor Peruch e Guilherme Weimann

Neste sábado (26), a sede de Campinas (SP) foi palco da posse da nova diretoria que conduzirá os rumos do Sindipetro Unificado pelos próximos três anos (2023-2026). O evento político marca o início do mandato de 102 petroleiros – 60 compõem a direção geral, 36 o Departamento de Aposentados (Daesp) e 6 o Conselho Fiscal. 

Além das centenas de petroleiros e seus familiares, estiveram presentes alguns parceiros históricos do sindicato, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), da Consulta Popular e do Partido dos Trabalhadores. 

Também compareceram à cerimônia representantes de outros Sindipetros da Federação Única dos Petroleiros e o atual presidente da Fundacentro – órgão ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego, responsável por promover a saúde do trabalhador -, Pedro Tourinho. 

Fim da gestão 

O operador da Refinaria de Capuava (Recap) e diretor do Sindipetro Unificado, Juliano Deptula, encerrou seu mandato como coordenador-geral da última gestão (2020-2023) com palavras que refletem os desafios enfrentados pela categoria durante seu período de atuação: “Passamos por um processo difícil, numa luta de resistência contra a privatização [da Petrobrás] e perda dos nossos direitos. Concomitantemente a isso, a pandemia trouxe dificuldades consideráveis para a organização da nossa luta. No entanto, a categoria conseguiu superar esses obstáculos e se fortalecer.”

Como ponto alto de sua gestão, Deptula destacou a greve de 2020, que levou a categoria a enfrentar todo o sistema político e judiciário: “A greve não apenas garantiu a manutenção do Acordo Coletivo, mas também permitiu um diálogo direto entre a gestão da empresa e os trabalhadores, mesmo em um cenário político desafiador”.

Desafio atual 

A nova coordenadora-geral do Sindipetro Unificado, Cibele Vieira, retorna ao cargo após seis anos de dedicação à Federação Única dos Petroleiros (FUP). Em seu discurso, ela delineou os desafios desta nova gestão: “Eu retorno para a coordenação depois de tudo que passamos nesses anos, incluindo a pandemia, e os ataques à estrutura do Sindipetro e do financiamento sindical. O nosso desafio agora é influenciar para que o governo coloque a Petrobrás em favor do povo brasileiro novamente”. 

A mesa do ato ainda contou com a presença do diretor do Sindipetro Unificado, Jorge Nascimento; da coordenadora do Sindipetro-BA, Elizabete Sacramento; da integrante da direção estadual do MST, Eunice Pimenta; do integrante da coordenação nacional do MPA, Beto Palmeira; do militante da Consulta Popular, Raul Amorim; da integrante da coordenação nacional do MAB, Liciane Andrioli; e do já citado presidente da Fundacentro, Pedro Tourinho. 

Lideranças históricas 

Entre os diretores eleitos para Departamento de Aposentados (Daesp); estão presentes lideranças históricas da categoria, como o anistiado Pedro Luiz de Campos, o Pedrinho, e o ex-presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas, ex-conselheiro da Petros e ex-gerente executivo de Comunicação da Petrobrás, Wilson Santarosa. 

Entre eles, há um consenso no desafio de recuperar as perdas referentes à AMS e à Petros, que vêm atingindo diretamente os aposentados. 

“Estamos cuidando dos aposentados de agora e também daqueles que serão beneficiados no futuro. Teremos que construir algo para que os aposentados recuperem as perdas que sofreram, tanto da AMS como da Petros. São descontos desumanos e a gente não sabe realmente onde está essa dívida”, afirmou o diretor do Daesp, Pedrinho.

Santarosa também concorda com essa visão, além de fazer um alerta sobre o diálogo com a direção da empresa: “Acho que o diálogo melhora, mas não deixa de existir o conflito entre capital e trabalho. Continua a mesma coisa, vamos ter que mobilizar a categoria, mobilizar os aposentados para conquistar qualquer coisa. Não será nada dado de mão beijada”.

Representatividade feminina

A coordenadora do Sindipetro-BA, Elizabete Sacramento, ressaltou a importância e a representatividade feminina da coordenadora do Sindipetro Unificado: “É muito importante quando nós vemos um sindicato como esse ser liderado mais uma vez por uma mulher. Cibele é símbolo de luta e resistência, uma vez que foi a primeira mulher a se tornar coordenadora de um sindicato dos petroleiros e também abriu caminhos na Federação Única dos Petroleiros. Graças a toda essa luta e por ela nunca desistir, é que hoje nós temos a maior composição de mulheres na federação”.

Sacramento ainda destacou que a representatividade de Cibele vai além de sua posição como coordenadora: “Somos nove mulheres na FUP, sendo quatro na direção executiva, e isso também é fruto da luta dessa grande companheira. Ela nunca está só, ela sempre conduz outras com elas. Vida longa ao Sindipetro Unificado e vida longa à categoria petroleira”.

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