Direção do Sindipetro-SP participa de Encontro Nacional LGBTQIA+

Promovido pela CUT, o encontro nacional reuniu representantes de todo o país para articulação do tema na classe trabalhadora

Em três dias de debate, dirigentes sindicais articularam melhores estratégias para representação dos trabalhadores LGBTQIA+ (Foto: Coletivo LGBT Estadual SP)

Por Andreza de Oliveira

Na última semana, entre os dias 1 e 3 de abril, a Secretaria Nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos da Central Única dos Trabalhadores (CUT) promoveu o 3º Encontro Nacional LGBTQIA+. O objetivo do congresso é formar lideranças que fortaleçam o plano nacional do coletivo LGBTQIA+ da CUT.

Com representantes do movimento sindical de diversas partes do Brasil, os três dias de encontro foram norteados por uma análise de conjuntura, painel de conversa com sindicalistas sul-americanos e debates para definição das melhores estratégias e atuações.

Petroleiro, diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) e representante da Frente Petroleira LGBT, Tiago Franco explicou que, durante o congresso, demais coletivos da causa dentro do movimento sindical também foram mapeados. “Essa ação foi adotada para entender onde precisamos avançar, saímos de lá com a tarefa de conseguir implementar essas ações”, explica.

Leia também: Frente Petroleira LGBT completa um ano de resistência

Durante o painel, participaram também representantes LGBTQIA+ do Chile e da Argentina. “Discutimos, de uma forma mais global, a situação dessa parcela da classe trabalhadora em toda a América Latina e, acho que o mais fundamental foi traçar, pontualmente, tanto em termos geográficos, quanto de categoria, quais são os pontos onde mais precisamos avançar”, pontuou Franco.

Para repercutir a luta, principalmente dentro da categoria petroleira, o dirigente acredita que seja necessário que todos entendam que a causa LGBTQIA+ é uma luta da classe e que espaços de representação precisam ser formados.

“Precisamos avançar no entendimento de que a defesa da dignidade, saúde mental e condições de trabalho da comunidade LGBTQIA+ são uma luta da categoria, da classe, não de uma fração específica dos trabalhadores. Para isso, precisamos abrir espaços de representação, escuta, para entender de forma mais aprofundada quais são essas demandas e como transformá-las em conquistas práticas no Acordo Coletivo de Trabalho e na legislação”, finaliza o petroleiro. 

 

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