Conselho da FUP deve votar pela rejeição da contraproposta da Petrobrás para o ACT

Representantes dos 13 sindicatos filiados à entidade se reunirão nesta quarta-feira (20), a partir das 10h

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Nova contraproposta da empresa é praticamente uma repetição da primeira (Foto: Paulo Neves)

*Com informações da FUP

Nesta quarta-feira (20), a partir das 10h, o Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), com representação dos seus 13 sindicatos filiados, deverão votar pela rejeição da nova contraproposta apresentada pela Petrobrás.

Em reunião com a FUP e seus sindicatos realizada ontem (19), no Rio de Janeiro (RJ), a gestão da empresa apresentou praticamente a mesma contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que já havia sido rejeitada pela categoria nas assembleias das últimas semanas.

As “novidades” apresentadas ficam por conta do reajuste salarial de 7% – anteriormente havia sido proposto apenas 5% –, valor que continua abaixo da inflação projetada para o período, e dos recuos em relação à retirada da Gratificação de Campo Terrestre de Produção e das dobradinhas (remuneração dos feriados trabalhados durante o turno). A contraproposta foi seguida pelas subsidiárias, com exceção da PBio, que mantém a proposta de reajuste de somente 5%.

Leia também: Petrobrás possui maior taxa de lucro e menor remuneração média por trabalhador no mundo

Os gestores da Petrobrás insistem em manter os ataques feitos na primeira contraproposta que indignou a categoria, a ponto de ter sido rejeitada por unanimidade em todas as bases. “Não tivemos praticamente qualquer avanço relevante. Nos preocupa muito chegar ao meio de julho com uma segunda proposta nesse nível. É como se vocês [gestores] estivessem incitando propositalmente a categoria contra a empresa”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, na mesa de negociação.

O petroleiro reiterou que os sindicatos não se intimidarão com o limite de 31 de agosto para o fechamento do Acordo que está sendo imposto pela Petrobrás. “Mais uma vez, insistimos em resolver o Acordo na mesa de negociação, mas a Petrobrás parece que prefere o conflito, pelo que está posto nesta segunda contraproposta, indecorosa”, lamentou Deyvid, informando ao setor de Recursos Humanos (RH) da empresa que o Conselho Deliberativo da FUP deverá rejeitar a nova contraproposta.

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