Compartilhado da Transpetro finalmente discute mudanças no Edisp 2

Após dois meses de cobrança por parte do Sindicato, a Gerência do Compartilhado finalmente agendou uma reunião, ocorrida na quinta-feira, 4, para debater a mudança dos empregados do prédio do Edisp 2.

Os dirigentes sindicais questionaram a postura da empresa de demorar em responder aos ofícios do Sindicato. “Isso passa a impressão de descaso com os trabalhadores”, afirmou o coordenador da Regional São Paulo, Felipe Grubba. A gerência informou que houve falha da gestão e se comprometeu a dar mais celeridade nas respostas aos questionamentos da categoria.

A empresa propôs um prédio que fica cerca de 1,5 quilômetro da estação Utinga da CPTM, em um trajeto com pontos mais ermos e inseguros.

A direção sindical ponderou a importância de o novo local ser próximo a uma estação de Metrô, a não mais do que um quilômetro, para garantir maior segurança e conforto, pois existem trabalhadores que moram do outro lado da cidade. Ficou definido que o Sindicato irá encaminhar um ofício com perguntas sobre o novo local envolvendo os custos e as propostas avaliadas. O coordenador do Unificado, Juliano Deptula, questionou também sobre se o estudo do deslocamento previa o uso de ônibus, metrô, trem e mais um ônibus, mas foi informado que a companhia só realizou estudo de metrô e trem.

A reunião também contou com a participação do representante da Cipa, que levantou questões referentes à qualidade das novas instalações, do layout, da possibilidade de copa, e questões ergonômicas do novo mobiliário. A empresa se comprometeu em responder rapidamente as questões enviadas pelo sindicato e envolver o representante da CIPA na elaboração do mobiliário.

“Ficou acordado a realização de reuniões periódicas pra tratarmos desse processo, buscando encontrar um lugar que melhor atenda às principais preocupações dos trabalhadores”, finalizou Grubba.