Categoria rejeita massivamente proposta de acordo de PLR

Em resposta à FUP, Petrobrás confirma nova reunião de negociação da PLR na segunda, 15/01

ASSEMBLEIA RECAP TURNO A
Assembleia realizada na Recap também rejeitou proposta de PLR realizada pela Petrobrás. (Foto: Sindipetro Unificado)

Por Vítor Peruch, com informações da imprensa da FUP

Nesta sexta-feira (12), encerrando um período de intensas discussões , a categoria petroleira emitiu uma posição firme e unificada ao rejeitar a proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) apresentada pela Petrobrás. Após uma série de assembleias, que ocorreram entre os dias 22 de dezembro e 12 de janeiro, os petroleiros e petroleiras decidiram oficialmente recusar a oferta, marcando um capítulo crucial nas negociações em busca de condições mais justas e igualitárias para a distribuição dos benefícios.

A primeira contraproposta do acordo de PLR foi analisada em uma reunião do Conselho Deliberativo da FUP, realizada no dia 20 de dezembro de 2023. Na ocasião, os sindicatos indicaram a rejeição da proposta, destacando preocupações em relação à isonomia entre os trabalhadores do Sistema Petrobrás, à relação piso e teto praticada historicamente, e a falta de uma negociação efetiva sobre os indicadores.

A classe manifestou sua revolta perante uma proposta em que a discrepância entre os valores mínimo e máximo ultrapassa significativamente os padrões históricos praticados pela empresa. A diferença entre o valor mais baixo e o mais alto proposto é superior a dez vezes. Adicionalmente, a proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) não abrange os funcionários da TBG e da PBio.

Além da questão da PLR, o Conselho Deliberativo também se posicionou em relação ao Programa SETRAE, onde a Transpetro assumiria parte da operação da transferência e estocagem nas refinarias. A FUP reafirma sua pauta histórica de voltar a ter todas as subsidiárias dentro de uma única empresa.

O histórico da PLR na Petrobrás foi tema de análise pela FUP, que disponibilizou um documento abrangente sobre o assunto. O material oferece uma perspectiva completa, desde os conceitos fundamentais até os desdobramentos específicos na Petrobrás, incluindo a longa trajetória de engajamento dos petroleiros na busca por condições mais justas. Você pode acessar o documento aqui.

Transpetro

De acordo com o diretor do Sindipetro Unificado, Rodrigo Alves Araujo, no que diz respeito à Transpetro, a questão do PLR é ainda mais sensível: “A Transpetro tem uma realidade econômica diferente da holding, não possui o mesmo poder de lucro, e já enfrentou dificuldades no início do ano para honrar compromissos financeiros. Com a necessidade de cumprir o regramento da PLR, a Transpetro avalia a utilização de abono ou do Programa de Prêmio por Performance (PPP), levantando inquietações entre os trabalhadores”. Segundo Araujo, a cautela da empresa em colocar por escrito essa estratégia ressalta a sensibilidade do tema, uma vez que qualquer iniciativa nesse sentido pode suscitar preocupações sobre a tentativa de contornar as regras estabelecidas.

Em resposta à FUP, Petrobrás confirma nova reunião de negociação da PLR na segunda, 15/01

Em documento enviado à empresa, a FUP destacou as principais premissas que devem ser levadas em consideração em uma nova proposta para a PLR 2023

[Da imprensa da FUP]

Após cobrança da FUP, o RH da Petrobrás respondeu nesta quinta, 11, confirmando a proposta da entidade de retomar as negociações da PLR na próxima segunda-feira, 15. A reunião será realizada de forma híbrida, a partir das 10h.

Em documento enviado à empresa ontem (10), a FUP destacou as principais premissas que devem ser levadas em consideração em uma nova proposta de PLR, reiterando que a pauta que vem sendo discutida pelas representações sindicais se espelha no regramento que foi negociado e implementado entre os anos de 2014 e 2019.

“Para a FUP, a negociação da PLR vai para além do valor em si, são essenciais a forma de distribuição, o comportamento desejado sinalizado nos indicadores e a garantia de isonomia entre os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobras como um todo, sem programas de remunerações variáveis não negociados coletivamente”, ressalta a federação no documento enviado à empresa.

Entre as principais premissas destacadas pela FUP para a PLR 2023 estão: vigência de um ano para o acordo, tendo como referência histórica o que foi praticado entre 2007 e 2013, no período, pós PCAC, ainda sem regramento; negociação do regramento de todas formas de remuneração variável do Sistema Petrobrás referente ao ano-exercício de 2023, a receber em 2024; rediscussão da relação piso x teto; retirada do IARI ou qualquer indicador de segurança; isonomia para todos os trabalhadores do Sistema.

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