Bronca do peão: é preciso romper o contrato com a ALS

Empresa impõe jornada exploratória aos trabalhadores e coleciona acidentes

ALS impõe jornadas exaustivas aos trabalhadores (Divulgação)

Por Bronca do Peão

Cada um tem o direito de colecionar o que quiser, isso é um fato. Mas a ALS optou por colecionar acidentes de trabalho e negligências com a manutenção dos seus veículos. E para a surpresa de um total de zero pessoas, a empresa se envolveu em mais um acidente de carro, por sorte, sem vítimas fatais. Sabe aquela teoria do queijo Suíço que faz uma analogia onde quando os furos se alinham o acidente acontece? No caso da ALS nem tem a parte do queijo, é só furo mesmo.

A jornada de trabalho extenuante e exploratória é a principal causadora de tantos acidentes, é um absurdo que o trabalhador tenha que atender a empresa com a jornada de trabalho bizarra que eles exercem. Para entender melhor: O trabalhador começa seu primeiro período de trabalho às 4h da madrugada e vai até as 8h da manhã, depois entra em um pseudo intervalo e retorna às 16h. Teoricamente, qualquer chamado fora deste horário deveria ser considerado hora-extra, mas a mãe da ALS só teve filho esperto e já recebemos denúncias dos trabalhadores de que se o motorista não for acionado durante o horário estipulado de trabalho, a hora que deveria ser extra é considerada como hora de trabalho normal.

Achou bizarro? Pois tem mais, junto com esse combo de insanidade vem a cereja do bolo. Apesar dessa longa jornada, que só não tira o sangue porque a lei não permite, os motoristas possuem apenas uma folga por semana. Que fique claro, os diversos acidentes que estão ocorrendo são produto da exploração desenfreada da mão de obra. As condições degradantes já foram denunciadas várias vezes. Logo no início do contrato, a CIPA solicitou esclarecimentos sobre o contrato e surpreendentemente nem o fiscal nem o gerente tinham lido o bendito.

Vamos deixar uma pergunta. Gestores da Petrobrás: vocês pretendem tomar uma atitude agora e romper esse contrato lesivo à vida dos trabalhadores ou vai esperar o enterro de uma vítima para tomar a atitude necessária?

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