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Balanço da Petrobrás mostra desastre da política de desinvestimento

A Petrobrás registrou lucro de R$ 4 bilhões no primeiro trimestre de 2019, montante 44% abaixo dos R$ 7,1 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado. Artigo de Eduardo Costa Pinto, doutor em Economia pela UFRJ e Rodrigo Pimentel Ferreira Leão, economista do Dieese, publicado na revista Carta Capital, explica de maneira didática os movimentos que levaram a esse resultado.

Os economistas explicam que “a produção de petróleo tem declinado trimestre após trimestre desde 2017. Ao contrário do que alega a gestão da companhia, esse resultado não responde apenas às paradas programadas de produção, mas a uma estratégia de longo prazo de redução dos investimentos na exploração e produção (E&P). Desde 2015, pelo menos nove plataformas que já deveriam estar operando tiveram seus projetos postergados ou canceladas. Os dois módulos de Marlim, que deveriam ter entrado em operação em 2018 (segundo o Plano de Negócio e Gestão de 2014-2018), foram reprogramados para 2021. As plataformas P-73 e P-72 foram canceladas. Esses adiamentos e cancelamentos impediram a Petrobrás de superar a barreira dos 3 milhões de barris por dia. Ou seja, a política de desinvestimentos já começou a impactar na produção de petróleo e na geração de caixa operacional da Petrobras.Outro aspecto que o resultado do balanço aponta é a importância da Petrobrás preservar sua condição de empresa integrada. Entre o 4º trimestre 2018 e o 1º trimestre de 2019, a queda do preço do barril internacional do barril R$ 258 para R$ 238 tem efeitos diferentes no abastecimento e no E&P. Enquanto no abastecimento, o resultado entre os dois trimestres melhorou, segundo a companhia fruto das margens maiores com a venda de derivados, no E&P só não houve uma piora dos resultados em função dos impairments realizados no 4º trimestre 2018. Isso significa que, em momentos de queda do preço, o abastecimento tem uma capacidade de contrabalançar a piora de resultados do E&P. O que coloca em dúvida a atual estratégia da Petrobras, anunciada no último mês, de venda de boa parte do seu parque de refino.

Clique aqui para ler a matéria completa publicada na Carta Capital

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