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Após impasse sobre condições de retorno, petroleiros da Replan voltam ao trabalho

Depois de nova assembléia, cerca de 150 trabalhadores decidem retomar seus postos nesta sexta-feira (21), na Refinaria de Paulínia (Replan), interior de São Paulo

Apesar da suspensão, categoria manterá assembleias permanentes no sindicato. Foto: Andreza de Oliveira

Como resultado da indicação da Federação Única dos Petroleiros (FUP) para que os sindicatos suspendessem temporariamente a greve, assembléias foram realizadas em todo o país nesta quinta-feira (20). Não foi diferente para os trabalhadores da Refinaria de Paulínia (Replan), que se reuniram na sede do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) por volta das 17 horas.

Durante os debates, foi apontada a necessidade de retomada da tabela de turno, fruto de uma luta e negociação histórica da categoria na década de 1990, anterior às mudanças feitas pela atual gestão da Petrobrás.

Com isso, foi elaborada uma solicitação de recuperação dessa antiga tabela de turno. Nesta sexta-feira (21), o documento foi entregue à direção da Replan, que se negou a negociar. Além deste ponto, os petroleiros também frisaram a importância da garantia da segurança, já que durante os 20 dias de greve a refinaria funcionou com um grupo de contingência.

Devido à negativa da gerência, os petroleiros realizaram nova assembléia na sede do sindicato, na manhã desta sexta-feira, e decidiram pela volta ao trabalho na Replan – a última unidade da Petrobrás a suspender a greve. O primeiro grupo entrou na refinaria por volta das 11 horas da manhã, e o segundo grupo começará sua jornada às 15h30.

Entretanto, o Sindipetro Unificado-SP reafirma o caráter temporário da suspensão, já que a continuidade ou fim da greve dependerá do resultado da reunião entre a FUP e a direção da Petrobrás, mediada pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra, que está sendo realizada também nesta sexta-feira (21), em Brasília (DF).

De acordo com o diretor do Sindipetro Unificado-SP, Jorge Nascimento, é necessário manter um caráter permanente de assembléia neste momento. “Estamos apenas suspendendo a greve, mas não encerrando. Isso dependerá da disponibilidade da empresa em avançar com as nossas pautas de reivindicações. Por isso, é necessário mantermos um caráter permanente de assembléias e diálogo”, afirma.

Logo após o término da reunião em Brasília, os sindicatos voltarão a se reunir para avaliarem os resultados da negociação.

Por Guilherme Weimann e Andreza de Oliveira.

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