Após denúncia sobre o PCAC na Utilidades, petroleiro aponta problemas semelhantes na Transferência e Estocagem

Por Bronca do Peão*
A denúncia publicada na última semana sobre o aumento por mérito na Utilidades levantou uma discussão que, segundo trabalhadores, não se limita àquele setor. Na Transferência e Estocagem (TE) da Replan, também há questionamentos sobre a forma como o reconhecimento por mérito vem sendo conduzido pela gestão.
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Entre os trabalhadores, existe a percepção de que quem apresenta opiniões diferentes ou questiona o atual modelo de gestão pode acabar sendo prejudicado nas avaliações. Ao mesmo tempo, não ficam claros quais são os critérios utilizados para definir quem recebe o aumento por mérito.
As metas e avaliações nem sempre são apresentadas de forma clara aos trabalhadores, e também há relatos de acompanhamentos que não são registrados formalmente. Segundo a denúncia, reuniões individuais e conversas reservadas acabam gerando situações consideradas constrangedoras por alguns trabalhadores.
A questão também passa pela diversidade. A Petrobrás mantém políticas de inclusão, mas os trabalhadores questionam como isso é considerado, na prática, nas avaliações e nos processos de avanço por mérito, inclusive no caso dos trabalhadores com deficiência que atuam no setor.
No fim, a dúvida é simples: se o mérito é o critério para reconhecer o trabalhador, quais são as regras?
Sem critérios claros e sem registros que permitam acompanhar a avaliação, fica difícil entender por que um trabalhador é contemplado e outro não. O que os trabalhadores cobram não é privilégio, mas um processo transparente, com critérios iguais para todos e respeito às diferenças.
Afinal, mérito não pode depender de proximidade com a chefia ou da disposição de concordar com a gestão. Se existe um critério, ele precisa ser conhecido por todos.
