Sindipetro-SP debate paradas de manutenção e medidas de prevenção à covid-19 na Replan

Diretoria do sindicato se reuniu com a gerência da Replan para discutir a segurança operacional e paradas de manutenção da unidade

Segurança operacional e medidas de contenção à pandemia foram pautadas em reunião com a gerência da Replan (Foto: Arquivo Sindipetro-SP)

Por Andreza de Oliveira

Na tarde da última terça-feira (25), dando continuidade ao calendário de negociação com a Petrobrás, a diretoria do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) debateu com a gestão da Refinaria de Paulínia (Replan) temas relacionados à segurança operacional na pandemia de covid-19 e as paradas de manutenção na unidade.

Participaram da reunião os diretores do Sindipetro-SP, Arthur Bob Ragusa, Juliano Deptula e Jorge Nascimento; o gerente de SMS da Replan, Alexandre Vieira; e o gerente de Recursos Humanos da Replan e da Refinaria Henrique Lage (Revap), localizada em São José dos Campos, Jonathan Xisto.

O início do debate pautou o cenário nacional e a tendência, apontada por especialistas e pesquisadores, de que o Brasil provavelmente enfrentará uma terceira onda de covid-19 – podendo ser, inclusive, mais letal devido às novas variantes do vírus, incluindo a indiana.

Por isso, a direção do Sindipetro-SP questionou a volta das atividades presenciais para os trabalhadores que estão no regime de teletrabalho desde o início da pandemia, estipulada para durar até 30 de junho. Entretanto, a gerência da refinaria afirmou ainda não possuir informações concretas sobre o fim do home office.

Combate à pandemia na Replan

Segundo dados apresentados pela direção da refinaria durante a reunião, desde o início da pandemia foram realizados, em 3600 trabalhadores próprios e terceirizados, mais de 37 mil testes rápidos, dos quais, aproximadamente, 1.500 positivados para covid-19.

De acordo com eles, dentre os resultados que deram positivos para a doença, 95% não se confirmaram com a realização do RT-PCR, o que foi denominado como falso positivo. Entretanto, segundo relatório do Ministério da Saúde, a sensibilidade dos testes rápidos é superior a 94% para o anticorpo IgM, ou seja, em cada 100 pessoas que o realizam, somente 6 terão o diagnóstico falso positivo.

Mesmo representando uma maior segurança aos trabalhadores, segundo a gestão da refinaria, a única mudança recente estabelecida nas testagens foi a suspensão do teste rápido, feito pelo método de sorologia. Tal medida foi adotada nacionalmente no sistema Petrobrás sob a justificativa de que somente o RT-PCR, testagem denominada “padrão ouro”, possuía eficácia suficiente na identificação do vírus. Os diretores do sindicato cobraram uma divulgação detalhada para a categoria sobre os protocolos em vigor e seu embasamento técnico.

Além disso, questionaram sobre os prazos para realização dos testes e protocolos adotados para contenção à covid na Replan. Segundo a gestão, a refinaria, apesar de seguir as medidas estabelecidas pela Petrobrás de combate à pandemia, também possui sua Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) para medidas locais e que valem para funcionários próprios e terceirizados.

Como medida de prevenção do vírus, os gerentes ainda informaram que a Replan fornecerá máscaras PFF2 – o modelo mais indicado por especialistas, com cerca de 98% de proteção contra partículas – para trabalhadores próprios e terceirizados nas paradas para manutenção. Já no trabalho diário, os funcionários seguem recebendo máscaras com três camadas que, segundo estudo recente da Universidade de São Paulo (USP), pode representar uma proteção variável entre 78% e 87% na retenção do vírus.

A gerência da refinaria ainda informou que as empresas contratadas para prestação de serviço estão seguindo os mesmos padrões da Replan de distanciamento nos transportes dos trabalhadores não-próprios.

Paradas de manutenção e acidentes

De acordo com a gerência, a próxima parada para manutenção da Replan está prevista para ocorrer a partir de 5 de julho na unidade que produz propeno. Contudo, devido à pandemia e ao possível enfrentamento de uma terceira onda de covid-19, o Sindipetro-SP questionou se existe a possibilidade de um adiamento da manutenção, que envolve grande quantidade de trabalhadores. Como resposta, a gestão da empresa afirmou que o procedimento já foi adiado anteriormente e que está no limite de prazo para realização. Os gestores, entretanto, não deram certeza quanto à possibilidade de uma nova suspensão.

Diante desse quadro, o Sindipetro-SP solicitou que a Replan apresente mais detalhes sobre a próxima parada e as demais, programadas até o fim de 2021. A gerência se comprometeu em realizar nova reunião nas próximas duas semanas para apresentar este calendário.

Em relação aos acidentes na Replan, os gerentes informaram que durante o ano de 2021 não foi registrada nenhuma ocorrência.

 

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